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Ricardo Santana | Neuropsicólogo | TDAH | Maceió/AL (82)99988.3001

O BRASIL COMO O PAÍS COM A MAIOR PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS DE ANSIEDADE NO MUNDO: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA, CLÍNICA, NEUROPSICOLÓGICA E SOCIOCULTURAL

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Introdução Os transtornos de ansiedade figuram entre as condições psiquiátricas mais prevalentes no mundo contemporâneo, representando importante causa de sofrimento psíquico, incapacidade funcional e prejuízo social. Embora a ansiedade, em sua dimensão fisiológica, constitua um mecanismo adaptativo necessário à sobrevivência, sua manifestação excessiva, persistente e desproporcional caracteriza um quadro psicopatológico que demanda atenção clínica e de saúde pública. Nesse cenário, o Brasil ocupa posição particularmente preocupante, sendo reiteradamente apontado como o país com a maior prevalência proporcional de transtornos de ansiedade no mundo. Dados internacionalmente reconhecidos, divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), indicam que 9,3% da população brasileira apresenta transtornos de ansiedade, o que corresponde a aproximadamente 18,6 a 19 milhões de pessoas, percentual superior à média global, estimada em torno de ...

A participação da família no processo neuropsicoterápico de pacientes com Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH)

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  A participação da família no processo neuropsicoterápico de pacientes com Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é um dos pilares fundamentais para a eficácia do tratamento, sobretudo quando se considera a natureza crônica, multifatorial e desenvolvimental do transtorno. O TDAH não se restringe a um conjunto de sintomas isolados — desatenção, hiperatividade e impulsividade —, mas envolve alterações em funções executivas, autorregulação emocional, motivação e adaptação social, o que implica que o ambiente familiar exerce influência direta tanto na expressão quanto na modulação desses sintomas. Nesse sentido, a família deixa de ser apenas coadjuvante e passa a ocupar uma posição ativa e estruturante no processo terapêutico. Inicialmente, é fundamental que a família compreenda o TDAH sob uma perspectiva neurobiológica e não moral. A interpretação equivocada dos sintomas como “falta de esforço”, “preguiça” ou “desobediência” tende a gerar respostas punitivas e crític...

Como se dá o tratamento neuropsicológico de paciente com TDAH

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O tratamento neuropsicológico do paciente com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) constitui um processo clínico estruturado, sistemático e individualizado, voltado à reabilitação e ao fortalecimento das funções cognitivas comprometidas, especialmente as funções executivas, a atenção sustentada, a memória de trabalho, o controle inibitório, a flexibilidade cognitiva, o planejamento e a autorregulação emocional e comportamental. Trata-se de uma intervenção que ultrapassa a mera redução sintomatológica, buscando promover ganhos funcionais na vida acadêmica, profissional, social e afetiva do indivíduo. O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade, com importante repercussão sobre o funcionamento cotidiano. Sob a perspectiva neuropsicológica, observa-se que tais manifestações estão intimamente relacionadas a alterações no funcionamento dos circuitos frontoestriatais, sobretudo nas ...

#política #pt #homossexualidade

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​ A homossexualidade deixou de ser considerada doença mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em   17 de maio de 1990 , quando foi removida da Classificação Internacional de Doenças (CID). Antes disso, a Associação Americana de Psiquiatria já havia retirado o termo de seu manual de transtornos mentais em 1973. [1, 2, 3, 4]   Principais marcos da despatologização 1973:  A Associação Americana de Psiquiatria (APA) removeu a homossexualidade do seu  Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-II) . 1985:  No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) deixou de considerar a homossexualidade um desvio sexual. 17 de maio de 1990:  A Assembleia-geral da OMS retirou a homossexualidade da CID, oficializando que ela não é doença. Esta data é celebrada como o  Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia . [5, 6, 7, 8, 9]  Por que deixou de ser considerada doença? A mudança ocorreu devido à falta de comprovação cient...