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Ricardo Santana | Neuropsicólogo | TDAH | Maceió/AL (82)99988.3001

Resiliência em Crianças, Adolescentes e Adultos: Aspectos Teóricos, Desenvolvimentais e Clínicos

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​ Resiliência em Crianças, Adolescentes e Adultos: Aspectos Teóricos, Desenvolvimentais e Clínicos Resumo A resiliência constitui um importante construto da Psicologia contemporânea, especialmente no campo da Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia Positiva, Neuropsicologia e Saúde Mental. O conceito refere-se à capacidade de enfrentamento, adaptação e superação diante de situações adversas, traumáticas ou estressoras, preservando ou reconstruindo o equilíbrio psicológico e funcional. O presente artigo científico tem como objetivo discutir a resiliência em crianças, adolescentes e adultos, abordando seus fundamentos históricos, aspectos neurobiológicos, fatores de proteção e risco, bem como aplicações clínicas e educacionais. O estudo também analisa contribuições de autores clássicos e contemporâneos, como Emmy Werner, Michael Rutter, Boris Cyrulnik e Edith Grotberg, além de pesquisadores brasileiros. Conclui-se que a resiliência não é um traço fixo da personalidade, mas um processo ...

Psicologia Positiva

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​ A Psicologia Positiva tem se consolidado, na atualidade, como uma importante abordagem científica voltada não apenas para o tratamento do sofrimento psíquico, mas também para a promoção do bem-estar, da saúde emocional e do desenvolvimento humano. Diferentemente de modelos tradicionais centrados exclusivamente na psicopatologia, a Psicologia Positiva investiga fatores como resiliência, forças de caráter, esperança, gratidão, sentido de vida, engajamento e relações interpessoais saudáveis, buscando compreender o que favorece uma vida emocionalmente mais equilibrada e satisfatória. Atualmente, suas contribuições vêm sendo amplamente aplicadas em contextos clínicos, escolares, organizacionais e hospitalares, especialmente diante do aumento dos índices de ansiedade, estresse e esgotamento emocional na sociedade contemporânea. Estudos recentes demonstram que intervenções baseadas em emoções positivas, mindfulness, autocompaixão e construção de significado podem auxiliar na prevenção do ad...

Reprogramar o cérebro

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​ Embora fatores biológicos, genéticos e neuroquímicos influenciem profundamente o funcionamento cerebral, a Neurociência demonstra que o cérebro possui capacidade de adaptação e mudança ao longo da vida, fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Isso significa que pensamentos, emoções, hábitos, experiências e comportamentos repetidos podem fortalecer ou enfraquecer conexões neurais, influenciando diretamente a forma como percebemos a nós mesmos, os outros e o mundo. Assim, embora ninguém “seja” apenas o próprio cérebro, cada pessoa possui importante responsabilidade sobre práticas que favorecem seu funcionamento saudável, como qualidade do sono, manejo do estresse, psicoterapia, atividade física, vínculos afetivos e estimulação cognitiva. Mudanças graduais na maneira de pensar e agir podem contribuir para a reorganização de padrões emocionais e comportamentais, promovendo maior equilíbrio psicológico, autonomia e qualidade de vida. Ricardo Santana  Neuropsicólogo  CRP15 0180...

Neuropsicologia: Avaliação Neuropsicológica e Intervenção Neuropsicológica Clínica

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​ A avaliação neuropsicológica e a intervenção clínica neuropsicológica desempenham papel fundamental na compreensão e no manejo das funções cognitivas, emocionais e comportamentais ao longo do desenvolvimento humano. A avaliação neuropsicológica possibilita identificar, de maneira técnica e baseada em evidências, alterações em funções como atenção, memória, linguagem, funções executivas, aprendizagem e regulação emocional, contribuindo para diagnósticos diferenciais mais precisos e para a elaboração de condutas terapêuticas individualizadas. Além disso, auxilia na investigação de condições como TDAH, TEA, transtornos de aprendizagem, demências, sequelas neurológicas, ansiedade, depressão e dificuldades cognitivas decorrentes de diferentes fatores clínicos. Já a intervenção clínica neuropsicológica visa promover reabilitação, estimulação e compensação das funções comprometidas, favorecendo autonomia, adaptação funcional, desempenho acadêmico, profissional e qualidade de vida. Trata-se,...

Disforia Sensível à Rejeição (DSR) associada ao Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH)

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​ A chamada Disforia Sensível à Rejeição (DSR), frequentemente associada ao Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), tem ganhado crescente atenção clínica e teórica nas últimas décadas, embora ainda não constitua uma categoria diagnóstica formal nos manuais classificatórios como o DSM-5-TR ou a CID-11. Trata-se de um constructo descritivo que busca explicar a intensa reatividade emocional diante de experiências reais ou percebidas de rejeição, crítica ou desaprovação, frequentemente relatada por indivíduos com TDAH. Do ponto de vista conceitual, a DSR pode ser compreendida como uma forma de desregulação emocional, dimensão que, embora historicamente negligenciada no TDAH, vem sendo cada vez mais reconhecida como central para a compreensão do transtorno (Barkley, 2015). Indivíduos com TDAH frequentemente apresentam dificuldades não apenas em funções executivas clássicas — como atenção sustentada, inibição e planejamento —, mas também na modulação de respostas emocionais, ...