O ponto de vista da neuropsicologia quanto à sensação de “preguiça” relatada por muitas pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Do ponto de vista neuropsicológico, a sensação de “preguiça” relatada por muitas pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nem sempre corresponde à preguiça no sentido comum da palavra. Frequentemente, ela reflete dificuldades neurobiológicas relacionadas à motivação, ao planejamento motor, ao processamento sensorial, à regulação emocional e às funções executivas. No cérebro da pessoa com TEA, uma das hipóteses mais estudadas envolve alterações nos circuitos frontoestriatais, especialmente aqueles que conectam o córtex pré-frontal aos gânglios da base. Essas redes participam da iniciação do comportamento, da manutenção da motivação e da capacidade de transformar uma intenção em ação. Assim, o indivíduo pode desejar fazer exercícios, reconhecer seus benefícios e até planejar a atividade, mas encontrar grande dificuldade para iniciar o comportamento, fenômeno conhecido como dificuldade de ativação comportamental. Além disso, estudos de neuroimagem sugerem diferenças no funcionam...