Melatonina
A melatonina é um hormônio produzido principalmente pela glândula pineal, cuja secreção segue um ritmo circadiano regulado pela alternância claro–escuro, desempenhando papel central na indução e manutenção do sono ao longo de todo o ciclo vital.
Na infância, sua produção é elevada e contribui para a organização dos padrões de sono, embora intervenções exógenas devam ser cautelosas, sobretudo em casos como Transtorno do Espectro Autista ou Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, onde pode haver benefício clínico sob supervisão.
Na adolescência, observa-se um atraso fisiológico na liberação de melatonina, associado à tendência ao cronotipo vespertino e à privação de sono.
Na vida adulta, sua produção tende a se estabilizar, sendo influenciada por fatores ambientais, como exposição à luz artificial e uso de dispositivos eletrônicos, o que pode comprometer a qualidade do sono e favorecer quadros como insônia.
Já na velhice, há um declínio significativo na secreção de melatonina, frequentemente relacionado a alterações do sono, maior fragmentação e associação com condições como Doença de Alzheimer.
Do ponto de vista positivo, a melatonina possui propriedades cronobióticas, antioxidantes e potencial efeito neuroprotetor; entretanto, seu uso indiscriminado pode acarretar efeitos adversos, como sonolência diurna, alterações hormonais e interferências no eixo circadiano, reforçando a necessidade de indicação criteriosa e baseada em evidências ao longo das diferentes fases da vida.
Ricardo Santana, Neuropsicólogo, CRP15 0180, (82)99988-3001, Maceió/AL
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