"O TDAH pode ser pior do que câncer em termos de sofrimento ao longo da vida."

A afirmação é de Russell Barkley, presente em livro e especialmente em palestras e entrevistas nas quais ele enfatiza o impacto devastador que o TDAH pode ter na vida da pessoa quando não tratado.
O ponto central de Barkley não é comparar biologicamente o TDAH ao câncer, mas destacar que:
1. o TDAH pode reduzir significativamente qualidade de vida;
2. aumenta risco de acidentes, impulsividade, dependência química, dificuldades acadêmicas e profissionais;
3. está associado a maior mortalidade indireta por comportamentos de risco;
4. frequentemente é subestimado socialmente por não ser uma doença “visível”.
Em algumas falas, Barkley argumenta que certas pessoas com TDAH sofrem diariamente durante décadas, enquanto algumas doenças graves recebem mais empatia e mobilização social imediata. A intenção dele era provocar reflexão sobre a gravidade clínica do transtorno e a negligência no diagnóstico e tratamento.
Uma ideia recorrente nas apresentações dele é algo próximo de:
“O TDAH é um transtorno sério de saúde pública, e não apenas um problema de atenção.”
Esse posicionamento aparece em livros e conferências dele, como:
1. Taking Charge of ADHD
2. Attention-Deficit Hyperactivity Disorder: A Handbook for Diagnosis and Treatment
Além disso, Barkley frequentemente enfatiza que o TDAH está entre os transtornos psiquiátricos com maior impacto funcional ao longo da vida quando não tratado adequadamente.
Russell Barkley realmente fez uma afirmação muito forte nesse sentido em palestras e entrevistas. A formulação varia conforme a gravação e a transcrição, mas ele chegou a dizer algo próximo de que:
“Eu preferiria ter câncer do que TDAH.”
ou
“O TDAH pode ser pior do que câncer em termos de sofrimento ao longo da vida.”
O contexto da fala era justamente enfatizar que:
1. o câncer costuma mobilizar apoio social, empatia e tratamento imediato;
2. enquanto pessoas com TDAH frequentemente passam décadas sendo criticadas, incompreendidas e culpabilizadas;
3. o sofrimento crônico, os fracassos repetidos e o prejuízo funcional acumulado podem destruir autoestima, relacionamentos e trajetória profissional.
Barkley utilizava essa comparação como recurso retórico para chamar atenção à gravidade e ao impacto longitudinal do TDAH não tratado — não como comparação médica literal entre mortalidade ou fisiopatologia das doenças.
Essa fala gerou bastante repercussão exatamente por ser contundente e provocativa.
Ricardo Santana, Neuropsicólogo, CRP15 0180, WhatsApp: (82)99988.3001
#TDAH
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