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​A importância da avaliação neuropsicológica na identificação de altas habilidades/superdotação (AH/SD)

​ A importância da avaliação neuropsicológica na identificação de altas habilidades/superdotação (AH/SD) A identificação de altas habilidades/superdotação (AH/SD) exige um olhar clínico cuidadoso, sistemático e fundamentado cientificamente. Nesse contexto, a avaliação neuropsicológica desempenha papel central, pois permite compreender de forma aprofundada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental do indivíduo ao longo do desenvolvimento, seja na infância, adolescência ou vida adulta. Diferentemente de uma avaliação restrita ao desempenho acadêmico ou ao quociente intelectual isolado, a avaliação neuropsicológica investiga múltiplos domínios, como inteligência geral e específica, atenção, memória, linguagem, funções executivas, velocidade de processamento, criatividade, além de aspectos socioemocionais. Essa abordagem é fundamental, uma vez que indivíduos com AH/SD frequentemente apresentam perfis cognitivos heterogêneos, com áreas de desempenho excepcional coexistindo com f...

Ansiedade: Como usar uma pedrinha para combater crises

​ Ter uma pedrinha na mão durante uma crise de ansiedade pode parecer algo simples, quase ingênuo, mas do ponto de vista neuropsicológico trata-se de um recurso potente de autorregulação emocional e cognitiva. Durante uma crise de ansiedade, o cérebro entra em um estado de hiperativação do sistema límbico, especialmente da amígdala, estrutura responsável por detectar ameaças. Nessa condição, o organismo passa a operar em “modo de alarme”: há aumento da frequência cardíaca, da respiração, da tensão muscular e uma enxurrada de pensamentos catastróficos. Ao mesmo tempo, ocorre uma redução funcional do córtex pré-frontal, região responsável pelo controle executivo, pela avaliação racional da situação e pela inibição de respostas emocionais excessivas. Ao segurar uma pedrinha e direcionar a atenção para seus pequenos detalhes — textura, peso, temperatura, irregularidades, bordas, porosidade — o indivíduo ativa deliberadamente sistemas cerebrais diferentes daqueles envolvidos na ansiedade. E...

Ansiedade e crise de pânico: orientações importantes

​ Ansiedade e crise de pânico: orientações importantes Durante uma crise de ansiedade ou de pânico, é comum surgirem sintomas intensos como falta de ar, coração acelerado, dor no peito, tremores, suor excessivo, náuseas, tontura, formigamento nas mãos, ondas de calor, sensação de irrealidade e um medo intenso de morrer ou perder o controle. Apesar de muito desconfortáveis, esses sintomas não são perigosos e não indicam que você está tendo um ataque cardíaco ou algo fatal. A crise de pânico é uma reação exagerada do sistema de alarme do corpo, que entra em “modo de emergência” mesmo sem um perigo real naquele momento. O que fazer durante a crise:  1. Lembre-se: Isso é ansiedade. Vai passar. Nenhuma crise de pânico dura para sempre.  2. Controle a respiração: Inspire lentamente pelo nariz contando até 4, segure o ar por 2 segundos e solte pela boca contando até 6. Repita por alguns minutos. A respiração lenta ajuda o corpo a sair do estado de alerta.  3. Não lute contra os ...

O TDAH comumente vem acompanhado de outros transtornos

​ A afirmação apresentada reflete uma realidade clínica amplamente consolidada na literatura científica: a alta taxa de comorbidade associada ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Do ponto de vista neuropsicológico, o TDAH raramente se apresenta como uma entidade diagnóstica isolada, manifestando-se frequentemente em um espectro de sobreposição com outros transtornos do neurodesenvolvimento e psicopatologias. Análise Técnica da Comorbidade no TDAH Abaixo, detalho os principais domínios onde essas intersecções ocorrem, fundamentadas na análise de funções executivas e regulação emocional: > Transtornos de Aprendizagem: É comum a coexistência com a Dislexia ou Discalculia, onde o prejuízo na memória de trabalho (comum ao TDAH) agrava as dificuldades de processamento fonológico e numérico. > Transtornos de Humor e Ansiedade: A desregulação dopaminérgica e a hipofunção do córtex pré-frontal podem predispor o indivíduo a quadros de Ansiedade Generalizada e Depres...

Sobre a ansiedade

​ Sobre a ansiedade  O conceito de ansiedade à luz da TCC é que ela é uma resposta emocional, cognitiva e fisiológica, muitas vezes exagerada ou disfuncional, ativada por uma avaliação distorcida de uma ameaça ou perigo. Em vez de ser vista apenas como um estado de nervosismo, a TCC a define pelo seu modelo triádico e cognitivo:  * Componente Cognitivo: O núcleo da ansiedade, segundo a TCC, são os pensamentos automáticos negativos e as crenças disfuncionais (como o medo de não ser capaz, de que algo terrível acontecerá, ou de ser julgado). Estes pensamentos superestimam o perigo e subestimam a capacidade do indivíduo de lidar com ele.  * Componente Fisiológico: As sensações físicas de alerta e perigo (como taquicardia, sudorese, falta de ar) são o resultado direto da interpretação cognitiva da ameaça.  * Componente Comportamental: A manifestação da ansiedade é geralmente a evitação das situações temidas. Esse comportamento, embora traga alívio imediato, impede que o ...

COMO AGIR NAS CRISES DE ANSIEDADE

​ COMO AGIR NAS CRISES DE ANSIEDADE:  O Sistema Nervoso Autônomo (SNA) é dividido em dois ramos principais que trabalham de forma oposta para manter o equilíbrio (homeostase): o Sistema Nervoso Simpático e o Sistema Nervoso Parassimpático.  O sistema simpático é responsável pela resposta de "luta ou fuga" (acelera o coração, aumenta a respiração, libera adrenalina, prepara o corpo para o estresse).  O sistema parassimpático promove o "descanso e digestão" (diminui a frequência cardíaca, acalma a respiração e promove a recuperação).  Em uma crise de ansiedade, o sistema simpático está hiperativo, levando à taquicardia e à respiração rápida e superficial (hiperventilação), o que, por sua vez, pode intensificar os sintomas físicos.  Quando a pessoa percebe e controla ativamente a respiração, tornando-a lenta e profunda, isso envia um sinal de segurança ao cérebro e ativa o sistema parassimpático, que passa a dominar a resposta autonômica. Este controle respiratório...

Nas crises de ansiedade tente identificar os Gatilhos de ansiedade

​ Nas crises de ansiedade tente identificar os Gatilhos de ansiedade. Gatilhos são estímulos internos ou externos que disparam uma resposta de ansiedade, muitas vezes desproporcional à ameaça real. Eles variam imensamente de pessoa para pessoa, mas frequentemente incluem situações de pressão social, como falar em público ou participar de reuniões, incerteza sobre o futuro, conflitos interpessoais, ou até mesmo fatores físicos como o consumo de cafeína, estresse crônico e falta de sono. Reconhecer e identificar esses gatilhos é um passo crucial no manejo da ansiedade, pois permite que o indivíduo desenvolva estratégias proativas, como a exposição gradual, reestruturação cognitiva ou técnicas de relaxamento, para minimizar o impacto dessas situações em sua vida diária. Lidar com gatilhos de ansiedade envolve uma combinação de técnicas cognitivas, comportamentais e de estilo de vida. Aqui estão algumas das estratégias mais eficazes: Reestruturação Cognitiva (Desafiar Pensamentos): Quando ...

A Depressão Velada: Quando os Sintomas se Dissimulam

​ A depressão é um transtorno de humor que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo caracterizada por uma tristeza persistente e perda de interesse ou prazer em atividades, impactando significativamente a vida diária do indivíduo. No entanto, o seu reconhecimento nem sempre é simples, e muitos pacientes podem estar vivendo com a condição sem saber que têm depressão. A Depressão Velada: Quando os Sintomas se Dissimulam A imagem popular da depressão frequentemente se limita à tristeza profunda e ao choro, mas o transtorno pode se manifestar de formas muito mais subtis e atípicas, o que dificulta o autodiagnóstico. É neste ponto que reside o perigo da depressão "silenciosa" ou velada. Por que o Paciente Pode Não Saber que Tem Depressão? Existem vários fatores que contribuem para o não reconhecimento da depressão pelo próprio indivíduo:  * Sintomas Atípicos ou Mascarados: A depressão pode se apresentar com sintomas que não são a tristeza clássica. Exemplos incluem:    ...

ORIENTAÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS PARA SUPERAR A ANSIEDADE

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ORIENTAÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS PARA SUPERAR A ANSIEDADE  Aqui estão algumas orientações básicas e focadas no aspecto neuropsicológico que posso oferecer a pacientes com ansiedade, estruturadas em categorias: Orientação Cognitivo-Comportamental e Neuropsicológica Básica: Entenda o Ciclo da Ansiedade (A Relação Cérebro-Comportamento) Explicação Simplificada: Entenda que a ansiedade é, em parte, uma resposta de "luta ou fuga" (sistema límbico/amígdala) que está sendo ativada em excesso ou de forma inadequada pelo córtex pré-frontal (CPF), que deveria moderar/reavaliar o perigo. Ação: O objetivo é "reeducar" o CPF a assumir o controle, reavaliando as ameaças e inibindo a resposta automática da amígdala. Identificação e Desafio de Pensamentos Automáticos (Viés Atencional e Interpretativo) Viés Atencional: A ansiedade faz com que o cérebro se foque seletivamente em informações de ameaça ou perigo (ex: só notar a tosse na sala). Orientação: Registre quais pensamentos catast...

O Cérebro Ansioso: Programação de Sobrevivência e a Reprogramação pela TCC

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A ansiedade é uma resposta humana fundamental, enraizada na nossa evolução para a sobrevivência . O cérebro foi "programado" para ser vigilante e preparar o corpo para a ação diante de uma ameaça. No entanto, na sociedade moderna, esse sistema de alerta pode se tornar hipersensível, disparando mesmo na ausência de perigo real, resultando nos sintomas debilitantes dos transtornos de ansiedade. A Programação Cerebral da Ansiedade A manifestação da ansiedade é o resultado de uma interação complexa entre diversas áreas cerebrais, sendo as principais: Amígdala: Conhecida como o "centro do medo", a amígdala é responsável por processar e detectar ameaças emocionais. Em pessoas com ansiedade crônica, a amígdala pode se tornar hiperativa e mais sensível, enviando sinais de perigo com maior frequência e intensidade, mesmo a estímulos neutros. Córtex Pré-Frontal (CPF): Esta área está ligada ao raciocínio lógico, planejamento, tomada de decisões e, crucialmente, à regulação...

Questionário de Triagem para Depressão em Crianças (até 11 anos)

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Questionário de Triagem para Depressão em Crianças (até 11 anos) O questionário de triagem de 50 itens para depressão em crianças até 11 anos foi elaborado para servir como um robusto auxiliar à consulta anamnésica e psicológica, mapeando de forma exaustiva a apresentação clínica do Transtorno Depressivo Maior (TDM) conforme os sistemas diagnósticos atuais. Em crianças, a depressão frequentemente se manifesta de maneira atípica, sendo a irritabilidade (itens 2, 7) e o mau humor (item 3) manifestações nucleares que podem substituir o humor deprimido clássico do adulto (item 1). A estrutura de triagem garante que os critérios centrais do TDM (DSM-5-TR, Critério A: humor deprimido/irritável, anedonia, alterações neurovegetativas) sejam cobertos. A seção de humor e afeto expande-se para incluir queixas de raiva e mau humor excessivo, que se alinham com o Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH), um diagnóstico diferencial crucial na infância, que partilha a irritabilidade crôn...

Questionário de Triagem para Depressão em Adolescentes e Jovens dos 12 aos 17 anos de idade

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Questionário de Triagem para Depressão em Adolescentes e Jovens dos 12 aos 17 anos de idade O questionário de 50 itens para a triagem de depressão em adolescentes e jovens (12 a 17 anos) é calibrado para capturar as apresentações emo-cionais, cognitivas e sociais típicas desta fase de desenvolvimento. A inten-sidade da irritabilidade (item 2), da sensibilidade à rejeição (item 6) e do isolamento social (item 7) é frequentemente mais evidente do que o humor triste relatado abertamente, sendo a irritabilidade um equivalente de humor deprimido nesta faixa etária (DSM-5-TR, p. 170). A seção sobre anedonia e interesses (itens 11-15) foca em domínios sociais e de desempenho, como o abandono de hobbies e a perda de interesse sexual/afetivo (item 13), que são áreas relevantes para a construção da identidade adolescente. Os sintomas cognitivos (itens 16-25) ganham profundidade. O adolescente tem maior capacidade para a ruminção (item 25), o sentimento de desva-lor (item 16) e a culpa excessiva ...

Questionário de Triagem para Depressão em Adultos dos 18 Anos de Idade em Diante

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Questionário de Triagem para Depressão em Adultos dos 18 Anos de Idade em Diante O questionário de 50 itens para triagem de depressão em adultos (18 anos de idade em diante) foi desenhado para abranger a manifestação completa e diferenciada do TDM no contexto da vida adulta, conforme os critérios do DSM-5-TR e da CID-11. O rastreamento inicia-se com a identificação dos critérios nucleares (humor deprimido/irritável e anedonia/perda de prazer, itens 1-15). A perda de libido (item 35) é adicionada como um marcador neurovegetativo e de anedonia sexual relevante para a população adulta. Os sintomas cognitivos (itens 16-25) são altamente valorizados, focando em ruminacão (item 23), desesperança (item 25) e o sentimento de ser um fardo (item 18), pensamentos que se correlacionam fortemente com o risco de suicídio na idade adulta (DSM-5-TR, Critério A9). www. clubedeautores.com.br

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) Segundo o DSM-5-TR e a CID-11: Uma Visão ao Longo da Vida

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social e por padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos e repetitivos . Os sintomas devem estar presentes no período inicial do desenvolvimento, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas da pessoa. A grande novidade das classificações atuais é a visão do TEA como um espectro único , que varia em intensidade e manifestação ao longo da vida, afetando crianças, adolescentes, adultos e idosos. A Perspectiva do Espectro Tanto o DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª Edição, Texto Revisado) quanto a CID-11 (Classificação Internacional de Doenças, 11ª Revisão) unificaram diagnósticos que antes eram separados (como o Autismo Infantil, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação da CID-10), colocan...

A Disfunção Neuroquímica Central no TDAH

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A Disfunção Neuroquímica Central no TDAH O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é fundamentalmente um transtorno do neurodesenvolvimento, e sua base biológica reside em alterações na maneira como certas regiões do cérebro, especialmente o córtex pré-frontal , se comunicam. Essa comunicação depende, em grande parte, de mensageiros químicos chamados neurotransmissores . Os Neurotransmissores Estrelas: Dopamina e Norepinefrina Os verdadeiros protagonistas por trás dos sintomas do TDAH são as catecolaminas, em particular a dopamina e a norepinefrina (ou noradrenalina). 1. Dopamina (DA): O Mensageiro da Recompensa e da Motivação No cérebro com TDAH, o que se observa não é necessariamente a falta de produção de dopamina, mas sim uma baixa disponibilidade funcional nas sinapses (as conexões entre os neurônios) no córtex pré-frontal. Esta região é o centro de comando das funções executivas: planejar, organizar, iniciar tarefas, regular emoções e manter o foco. A dopamina...

TCC no Consultório: Do Conceito à Ação Um Guia Prático e Transdiagnóstico

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Nos últimos anos, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) se consolidou como uma das abordagens mais eficazes e com maior suporte empírico no campo da saúde mental. Seu foco na colaboração, estrutura e na mudança mensurável a torna indispensável no consultório moderno. Este manual, "TCC no Consultório: Do Conceito à Ação", preenche uma lacuna decisiva no treinamento profissional. Ele transcende a teoria ao oferecer um protocolo prático e transdiagnóstico, que serve como um verdadeiro mapa de navegação para o psicólogo. A beleza desta obra reside na sua objetividade. Ela não apenas revisita os fundamentos (Modelo Cognitivo e Questionamento Socrático), essenciais para o psicólogo iniciante, mas também se aprofunda na Formulação de Caso e nas estratégias de Terceira Geração, vitais para o profissional experiente que busca refinar sua prática. Ricardo Santana, Neuropsicólogo, CRP15 0180, (82)99988-3001, Maceió/AL

O Teste dos Nove Pinos e as Funções Executivas

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O Teste dos Nove Pinos e as Funções Executivas A Neuropsicologia é uma disciplina dinâmica, em constante busca por métodos de avaliação que sejam ao mesmo tempo robustos, sensíveis e ecologicamente relevantes. Por décadas, o Nine Hole Peg Test (NHPT) permaneceu confortavelmente estabelecido como o "padrão ouro" para quantificar a destreza motora fina. Sua utilidade em reabilitação e neurologia é inegável, fornecendo uma métrica simples e objetiva da função manual. Entretanto, em um campo onde as Funções Executivas (FE) – o cerne da cognição humana, responsável pelo planejamento, pela inibição e pela flexibilidade – são os construtos mais desafiadores de mensurar, sentimos a necessidade de ir além. Por que limitar o NHPT a um mero teste motor quando a sua execução é, na verdade, um reflexo prático e cronometrado da eficiência executiva? Este livro, "Nine Hole Peg Test (NHPT) e as Funções Executivas: Um Guia Neuropsicológico e Normativo para Avaliações de Crianças, Adolesc...

TDAH: Uma porta aberta para o desenvolvimento de outros transtornos

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O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que se manifesta por padrões persistentes de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade. Embora seja, por si só, um desafio significativo na vida de crianças, adolescentes e adultos, o TDAH é frequentemente descrito na literatura psiquiátrica e psicológica como uma porta aberta para o desenvolvimento de outros transtornos, fenômeno conhecido como comorbidade. A alta taxa de comorbidade associada ao TDAH não é acidental; ela é o resultado complexo da interação entre os déficits centrais do transtorno e o ambiente psicossocial do indivíduo. As dificuldades primárias em funções executivas – como planejamento, organização, autorregulação emocional e controle de impulsos – criam um solo fértil para que outros problemas de saúde mental se enraízem e floresçam. O TDAH como Fator de Risco Os sintomas não tratados ou mal gerenciados do TDAH desencadeiam uma série de consequências negativas que, ao longo...

Stroop 1935 A Reconstrução Metodológica do Estudo Clássico da Interferência Cognitiva

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  Para a Psicologia Cognitiva e a Neuropsicologia, poucas tarefas são tão imediatamente reconhecíveis e universalmente aplicadas quanto o Teste de Stroop. Ele é, há quase um século, a prova de fogo de nossa automaticidade e a métrica mais limpa de nosso controle inibitório . No entanto, a popularidade do teste carrega um paradoxo: com o surgimento de inúmeras variações, adaptações e versões psicométricas, a precisão e a riqueza metodológica do estudo original que lhe deu origem, publicado por John Ridley Stroop em 1935 , foram, lamentavelmente, relegadas a uma nota de rodapé histórica. Quantos profissionais que utilizam o índice de interferência em sua prática clínica conhecem a sequência experimental exata, as cores utilizadas (incluindo o Marrom!) ou o delineamento de grupo que fundamentou a quantificação da interferência pela primeira vez? Este livro surge precisamente para preencher essa lacuna crítica. Sua proposta é audaciosa e louvável: despir o Efeito Stroop de décadas...

Livros escritos por Ricardo Santana

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Livros escritos por Ricardo Santana, Neuropsicólogo, CRP15 0180, (83) 99988-3001, Maceió/AL, compre meus livros aqui: https:// clubedeautores.com.br/backstage/my_books/published #neuropsicólogo #livros #maceió